O G20, grupo das vinte maiores economias industriais e emergentes do mundo, enfim alcançou poder de decisão ao suprimir a atuação do G8 em relação à atual crise financeira mundial. O Grupo dos Oito perdeu legitimidade para articular decisões que envolvam o sistema financeiro internacional por ser considerado obsoleto e incompleto, devido à ausência das grandes economias emergentes surgidas após a Guerra Fria, como Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC), concertação diferente da criada em Bretton Woods, EUA, no pós-Segunda Guerra.
O anúncio da Cúpula do G20, em Londres, de injeção de mais de US$ 1 trilhão na economia mundial por meio de organismos multilaterais, como o FMI, enfatiza o objetivo inédito dos líderes do grupo de adotar medidas para regular o sistema financeiro, o que inclui os fundos de alto risco e as agências classificadoras de risco, além da criação do Conselho de Estabilidade Financeira, um tipo de sistema de alerta para novas crises. O que significa, finalmente, reestruturação e readaptação do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao capitalismo globalizado.
A nova realidade econômica e financeira, surgida na década de 1990, demanda melhor articulação entre os países desenvolvidos e os em vias de desenvolvimento por apresentar modelo defasado dos organismos financeiros internacionais no trato de crises, como as ocorridas no México, no Sudeste Asiático e na Rússia. Assim, o FMI perde cada vez mais legitimidade para interferir nas economias dos periféricos, e apresenta defasagem em relação ao mundo globalizado.
O lançamento da Iniciativa Chiang Mai, em 2000, por países asiáticos estimulados pela China, por exemplo, tentou a substituição do FMI na Ásia por meio da coordenação da política monetária regional, num sistema de transferência de divisas de forma rápida e direta entre os países de economia sadia e os atingidos por crises, o que evitaria novos grandes colapsos locais decorrentes da espera por socorro.
O fim do complexo de vira-latas?
O fato de o Brasil emprestar dinheiro para o FMI confere sua nova posição no cenário internacional como país relevante para a harmonia do sistema financeiro mundial. De dependente de empréstimos internacionais, desde a Independência, à condição de novo financiador do FMI, o Brasil quebra esse paradigma e apresenta fôlego e disposição para tentar alcançar maior visibilidade no exterior.
A luta pelo assento no Conselho de Segurança da ONU e sua reformulação, objetivos buscados pelo presidente Lula em dois mandatos consecutivos, demonstram certa maturidade financeira e política do país em relação a seus pares. A colaboração militar com a ONU, em Missões no Haiti e no Timor Leste, também expõe o Brasil de forma positiva. A ascensão da nação ocorre de forma estável e gradual, colocando-nos, dessa forma, como um dos ícones da nova realidade mundial.
O anúncio da Cúpula do G20, em Londres, de injeção de mais de US$ 1 trilhão na economia mundial por meio de organismos multilaterais, como o FMI, enfatiza o objetivo inédito dos líderes do grupo de adotar medidas para regular o sistema financeiro, o que inclui os fundos de alto risco e as agências classificadoras de risco, além da criação do Conselho de Estabilidade Financeira, um tipo de sistema de alerta para novas crises. O que significa, finalmente, reestruturação e readaptação do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao capitalismo globalizado.
A nova realidade econômica e financeira, surgida na década de 1990, demanda melhor articulação entre os países desenvolvidos e os em vias de desenvolvimento por apresentar modelo defasado dos organismos financeiros internacionais no trato de crises, como as ocorridas no México, no Sudeste Asiático e na Rússia. Assim, o FMI perde cada vez mais legitimidade para interferir nas economias dos periféricos, e apresenta defasagem em relação ao mundo globalizado.
O lançamento da Iniciativa Chiang Mai, em 2000, por países asiáticos estimulados pela China, por exemplo, tentou a substituição do FMI na Ásia por meio da coordenação da política monetária regional, num sistema de transferência de divisas de forma rápida e direta entre os países de economia sadia e os atingidos por crises, o que evitaria novos grandes colapsos locais decorrentes da espera por socorro.
O fim do complexo de vira-latas?
O fato de o Brasil emprestar dinheiro para o FMI confere sua nova posição no cenário internacional como país relevante para a harmonia do sistema financeiro mundial. De dependente de empréstimos internacionais, desde a Independência, à condição de novo financiador do FMI, o Brasil quebra esse paradigma e apresenta fôlego e disposição para tentar alcançar maior visibilidade no exterior.
A luta pelo assento no Conselho de Segurança da ONU e sua reformulação, objetivos buscados pelo presidente Lula em dois mandatos consecutivos, demonstram certa maturidade financeira e política do país em relação a seus pares. A colaboração militar com a ONU, em Missões no Haiti e no Timor Leste, também expõe o Brasil de forma positiva. A ascensão da nação ocorre de forma estável e gradual, colocando-nos, dessa forma, como um dos ícones da nova realidade mundial.
Tanta visibilidade estaria aumentando o nacionalismo brasileiro, apesar da queda nas pesquisas internas de popularidade do presidente? Talvez sim, porque a mudança da imagem de degradação para a de maior estabilidade confere ao Brasil status nunca antes alcançado no exterior. Só acreditaremos no fim do complexo de vira-latas quando realmente assumirmos capacidade financeira, militar e tecnológica, o que, esperamos, não deve demorar muito.
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