quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

MIST: A nova aposta de Jim O’Neil

Sei que essa notícia já saiu no impresso há algum tempo, mas vale a pena a reprodução...

MIST: A nova aposta de Jim O’Neil

Por: Humberto Siúves e Tarcísio Hardman Reis
Fonte: Blog A Vez dos BRICs

“Após ter cunhado o termo BRIC em 2001 para designar um bloco de países promissores para os invetidores estrangeiros, Jim O’Neil, antigo economista chefe do Goldman Sachs, agora faz uma nova aposta: os MIST (névoa, em inglês)..

No passado esse blog já alertou sobre outros grupos de países cujas iniciais em inglês quando postas em conjunto formem um substantivo na lingua de Shakespeare. Porém vale a pena dar uma pensada nos atrativos do México, Indonésia, Coréia do Sul e Turquia nos olhos dos investidores estrangeiros:

1. Cada um desses países é responsável por pelo menos 1% do PIB global;

2. No passado os países dos MIST foram alvo de euforia financeira, apesar de no fim não terem vingado;

3. Os MIST são países democráticos e políticamente estáveis;

4. São países razoavelmente populosos localizados em zonas desenvolvidas econômicamente;

5. Os MIST têm uma base industrial sólida e competitiva em certos setores.

Mesmo se os MIST acabarem se dissipando, o fato é que após 10 anos da criação dos BRIC é necessário um novo grupo de países que sejam atraentes aos olhos do mercado financeiro internacional. O México, a Indonésia, a Coréia do Sul e a Turquia parecem estar aptos a cumprir esse papel. O que você acha?”

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A guerra cambial internacional e as consequências para o Brasil

(Texto originalmente publicado no periódico online O Estado RJ, em novembro de 2010.)

A China produz muito e consome pouco. Já os Estados Unidos consomem muito e produzem pouco, necessitando importar grande parte dos bens utilizados. As duas maiores economias do mundo se enfrentam em uma guerra cambial que parece monopolizar a atenção da mídia internacional, principalmente nesse momento em que o G20 financeiro aprovou maior poder aos emergentes no FMI, refletindo importante mudança do poder econômico no cenário mundial. Como isso afeta o Brasil e os outros países?

A China utiliza o sistema de câmbio fixo e mantém sua moeda, o Yuan, desvalorizado, visando a aumentar as exportações e, consequentemente seu crescimento econômico. No longo prazo, essa prática de aceleração de crescimento desestabiliza o sistema, prejudicando relações econômicas com terceiros países, e se torna insustentável para o restante da economia mundial. Uma situação realmente preocupante. Esse foi um fato que dificultou a entrada da República Popular da China na Organização Mundial do Comércio (OMC) e seu reconhecimento como economia de mercado.

Os Estados Unidos recentemente anunciaram a recompra de títulos de sua dívida pública, o que despejaria mais dólares no mercado internacional, fazendo com que essa moeda se desvalorizasse. No bom português, se a ação se concretizar, o dólar ficará mais barato, a dívida pública externa norte-americana será desvalorizada e as reservas internacionais dos outros países perderão valor. Essa é uma das razões pelas quais a China, a maior detentora de títulos da dívida norte-americana, não se desfez dos papeis: os próprios chineses perderiam dinheiro e competitividade com o excesso de dólares no mercado internacional, tornando uma política como essa um ato de autoflagelação ou até mesmo um suicídio econômico.

Assim, o problema reside no fato de a moeda norte-americana ser a referência para transações comerciais e financeiras no comércio internacional. Ao desvalorizar sua moeda, os EUA, facilitam a exportação de seus produtos, conforme a China o faz, mas mantendo o câmbio flutuante, diferentemente dos chineses. Dessa forma, constitui-se uma “guerra cambial” entre os dois países, que afeta o restante do mundo.

A origem da necessidade da desvalorização do dólar reside no enfraquecimento da economia norte-americana após o estouro da bolha imobiliária e a consequente crise financeira de 2008. Desde então, os EUA fazem de tudo para estimular os bancos a realizarem empréstimos visando à normalização do crédito; a China desvaloriza o Yuan artificialmente para crescer mais rapidamente em função das exportações. No caso do Brasil, assim como no restante do mundo, a desvalorização do dólar acarreta a valorização de moedas nacionais. Dessa forma, fica mais barato importar bens e exportadores são prejudicados. A balança comercial pode se desestabilizar, tornando-se negativa. Caem as reservas internacionais dos países.

Sem exportar, numa economia aberta ao capital internacional, os países não crescem e os produtos nacionais ficam mais caros, quebrando várias cadeias produtivas. Consequentemente, os países tendem a se abrir à especulação financeira internacional, visando a investimentos externos diretos, que remetem à vulnerabilidade econômica e tendência ao desemprego. Por isso, a guerra cambial se tornou assunto tão sério. Infelizmente, não se chegou a consenso na reunião do G20 financeiro na Coreia do Sul. Mas, com o poder conferido aos emergentes no FMI, a situação ainda poderá ser revertida por meio de pressão internacional. Resta-nos esperar o resultado.


Alessandra Baldner

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Obituário: Saraiva Guerreiro, ex-chanceler brasileiro

Morreu nesta quarta-feira, dia 19, no Rio de Janeiro, o ex-Ministro das Relações Exteriores Ramiro Saraiva Guerreiro, que comandou o Itamaraty durante o Governo Figueiredo (1979-1985). A presidente Dilma Roussef lamentou a morte do ex-chanceler:

"Nas funções de Secretário-Geral do Itamaraty, de Ministro das Relações Exteriores e de negociador da dívida externa brasileira, o embaixador Guerreiro foi exemplar defensor da diplomacia multilateral, das relações com os países do sul e dos fundamentos da política externa independente do Brasil."

Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães designado Alto Representante-Geral do Mercosul

19/01/2011
Fonte: MRE
http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/embaixador-samuel-pinheiro-guimaraes-designado-alto-representante-geral-do-mercosul


Nota nº 20

“O Conselho do Mercado Comum formalizou a designação do Embaixador Pinheiro Guimarães para exercer o cargo de Alto Representante-Geral do Mercosul, criado na Cúpula de Foz do Iguaçu, em 16/12/10.

O Conselho do Mercado Comum (CMC) formalizou hoje, 19 de janeiro, a designação do Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães para exercer o cargo de Alto Representante-Geral do Mercosul. O Embaixador Pinheiro Guimarães foi Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República e Secretário-Geral do Itamaraty. O cargo foi criado na Cúpula de Foz do Iguaçu, em 16 de dezembro de 2010.

O Alto Representante-Geral do Mercosul cumprirá funções de articulação política, formulação de propostas e representação das posições comuns do bloco. Atuará em áreas como saúde, educação, cultura e divulgação do Mercosul. Também coordenará a implementação das metas previstas no Plano de Ação para um Estatuto da Cidadania do Mercosul, aprovado em Foz do Iguaçu em 16 de dezembro de 2010.

Seu mandato será de 3 anos, renovável por igual período uma única vez.”

A "cozinha do inferno" no Haiti

Na "cozinha do inferno", haitianos comem o que o mundo rejeita


20 de janeiro de 2011
Fonte: Portal Terra
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4900683-EI8140,00-Na+cozinha+do+inferno+haitianos+comem+o+que+o+mundo+rejeita.html


Laryssa Borges
Direto de Porto Príncipe

“Rua dos Milagres, 20h em Porto Príncipe. Um comboio das Nações Unidas patrulha o bairro de Bel-Air, o mais afetado pelo terremoto que matou cerca de 230 mil haitianos em 2010. Nas ruas desertas, apenas os faróis dos caminhões militares iluminam poucos rostos - todos acuados. Em um canto, mulheres preparam o cardápio da noite: carcaça de galinha ao molho de mostarda.

A poucas quadras dali, a expressão "cozinha do inferno" é insuficiente para descrever o centro de distribuição de alimentos da região - a maior parte, podres. Roupas sujas e doadas disputam lugar com pilhas de alfaces estragadas. As vísceras de cabras, porcos e aves, destrinchados em praça pública, formam enormes fogueiras. Qualquer noção de saneamento básico é absolutamente ignorada. O odor da miscelânea ofertada pelos "chefs" inebria os olhos e nariz de forasteiros. Os haitianos barganham o alimento que o restante do mundo rejeita.

No bairro de Bel-Air, onde a maior quantidade dos mortos pelo terremoto ficou por semanas soterrada, palavras de ordem são pichadas nas redondezas dos muros do Palácio Nacional, atual sede - semi destruída - do governo René Préval. Parte da população é hostil ao olhar dos "turistas da miséria" - fotografando as mazelas alheias - a Préval, classificado como "ladrão" das doações da comunidade internacional aos haitianos, e à própria Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti).

Meia dúzia de banheiros químicos são amontoados em frente a barracas de desalojados - estas apenas um dos 123 acampamentos de desabrigados da capital haitiana. Uma jovem, em meio à lama, tenta equilibrar a vela nas mãos para ir ao toilette alagado e malcheiroso. Desinibido, um rapaz urina diante da população.

Bel-Air, 8h do dia seguinte. O mote "ousar ainda é o melhor jeito de ser bem sucedido" permanece marcado em spray nas redondezas do Palácio Nacional do Haiti. O comércio, desorganizado, tenta dar vazão a rádios, comprimidos, pães e o quê mais puder ser juntado pelos aspirantes a vendedores.

Carros seguem abandonados. Os escombros - 60 milhões de toneladas de entulho foram consequência do terremoto - entopem ruas, bueiros e canais que um dia podem ter transportado água fresca para a população do país mais pobre das Américas.

Em menos de três meses mais de 3,3 mil haitianos morreram vítimas da cólera. De todos os micro avanços ofertados ao Haiti desde o massacre provocado pelo terremoto, o saneamento básico é o maior entrave. De Bel-Air, símbolo da destruição dos tremores de terra, só resta o nome.”


E ainda há quem reclame da vida...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Presidente do STF afirma que experiência do Judiciário brasileiro tem importância mundial

Notícias STF

Fonte: Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=169719
Terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Presidente do STF afirma que experiência do Judiciário brasileiro tem importância mundial

“Na tarde desta terça-feira (18), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, disse a jornalistas que a escolha do Brasil para sediar o II Congresso Mundial de Cortes Constitucionais demonstra um reconhecimento claro da importância que o país tem nas relações internacionais. Peluso concedeu a entrevista coletiva no Rio de Janeiro (RJ), onde se realizou o congresso.

Para o ministro, o Brasil teve oportunidade de conhecer as experiências das Cortes Constitucionais de 98 países. “Cada qual com a sua particularidade, mas todos com o interesse comum de assegurar e garantir a independência dos respectivos poderes Judiciários como um elemento absolutamente essencial para a consolidação dos processos democráticos, como eu disse no discurso de abertura, ao redor do mundo”, afirmou.

Em relação à troca de experiências, o presidente do STF avaliou que o Brasil tem importante papel mostrando como o Poder Judiciário brasileiro conseguiu a sua independência “e como vivencia essa independência pelo perfil da legislação brasileira e do funcionamento das nossas Cortes”, em particular do Supremo Tribunal Federal que também tem função de Corte Constitucional.

“Boa parte dos temas tratados, especificamente das matérias discutidas, são subsídios mais importantes para outros países do que para o próprio Brasil”, disse Cezar Peluso, ao explicar que muitas das nações participantes do congresso estão iniciando um período de independência não só dos Judiciários, mas de seus próprios países. “Muitos dos países participantes encontram-se em fase de experimentação de uma vivência democrática, de exercício de aprendizado de experiência de independência de cortes constitucionais”, completou.

Ao final, o ministro Cezar Peluso ressaltou que durante as discussões dos grupos, uma delas chamou a sua atenção. Diz respeito à possibilidade de o Supremo Tribunal Federal permitir que a intervenção de advogados seja feita a distância, como ocorre no caso da videoconferência. “Esta ideia é importante e nós vamos levá-la em consideração. Nada impede que nós possamos disciplinar que essa participação (dos advogados) seja feita de longe”, disse Peluso.”


EC/EH

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A bela Tunísia

Em meio ao caos instalado na Tunísia, e a consequente fuga do ex-presidente Ben Ali, que esteve no poder por 23 anos, achei interessante divulgar algumas das fotos que tirei durante visita àquele país em 2005.

Sim, a Tunísia tem Coliseu, tem belas praias, e tem um povo alegre _ principalmente quando descobrem um brasileiro ou uma brasileira entre os visitantes. A primeira reação deles é: "Pelé! Ronaldinho! Roberto Carlos!"

As influências Romana, Francesa e Árabe fazem do país um lugar fascinante.
Para quem ainda não conhece a Tunísia, recomendo visita (obviamente, após o restabelecimento da ordem!). É um país belíssimo.



Foto: Alessandra Baldner / 2005


Foto: Alessandra Baldner / 2005

Foto: Alessandra Baldner / 2005

Foto: Alessandra Baldner / 2005

Foto: Alessandra Baldner / 2005

Foto: Alessandra Baldner / 2005

Foto: Alessandra Baldner / 2005


Foto: Alessandra Baldner / 2005

Foto: Alessandra Baldner / 2005

Foto: Alessandra Baldner / 2005

Foto: Alessandra Baldner / 2005

Foto: Alessandra Baldner / 2005


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