Após a notícia de que um navio sul-coreano havia sido atacado pela Marinha norte-coreana, especula-se qual será o futuro das duas Coreias. A divisão da península coreana, com o fim da Segunda Guerra Mundial, é considerada o último resquício da Guerra Fria. Tecnicamente, as Coreias ainda estão em guerra, após o conflito terminar com um cessar-fogo, em 1953. O governo de Kim Jong-il, governante norte-coreano, está próximo do fim, com sua piora de saúde, e especula-se sobre o preparo de seu herdeiro para assumir o controle do país comunista. Mas, o que se observa é a grande possibilidade de uma lacuna política.
Um país dividido em dois, uma parte comunista, outra capitalista. Poderia ser a Alemanha, reunida após a queda do Muro de Berlim em 1989; também poderia ser o Vietnã, oficialmente reunificado em 1976 sob governo socialista, mas cada vez mais capitalista pragmático. O que se observa, é a tendência à unificação. A Coreia do Norte e a do Sul falam a mesma língua e mantêm a mesma identidade, apesar de o território estar dividido. Dessa forma, quais seriam as chances de o Estado voltar a ser um só? Muitas.
O Norte poderá complementar o Sul, oferecendo mercado consumidor, mão-de-obra barata e alguma tecnologia nuclear. Essa visão econômica foi importante para a reunificação da Alemanha, por exemplo. Ao se unificar, a Coreia desmantelaria parte do Exército do Norte, com a possibilidade de se realocar soldados capacitados e bem alimentados para o setor industrial, viabilizando o crescimento em larga escala da economia. Por outro lado, o Sul disponibilizaria novas tecnologias ao mercado de Pyongyang.
Além disso, atualmente, o governo comunista se mantém no poder devido ao apoio da China. Sem Pequim, dificilmente a Coreia do Norte teria fôlego para se sustentar _ Alimentos, medicamentos e energia são providos, em parte, pelo governo chinês. O fardo de Pequim seria amenizado com a sugestão de as Coreias se unificarem.
Alessandra Baldner
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